* { box-sizing: border-box; } body {margin: 0;}.text{padding:10px;text-align:justify;font-size:16px;font-family:Barlow, sans-serif;padding-top:10px;padding-right:10px;padding-bottom:10px;padding-left:10px;}.text *{text-align:justify;font-size:16px;font-family:Barlow, sans-serif;line-height:26px;}b{font-weight:bold;}i{font-style:italic;}* ::-webkit-scrollbar-thumb{background-color:rgb(55, 71, 79) !important;}#wrapper{min-height:783px !important;}.boletim{min-height:783px !important;}.bolletin-container__edit-content__preview{min-height:783px !important;}#wrapper .boletim-content{min-height:783px !important;padding-bottom:50px;}#wrapper .boletim-content--page{min-height:783px !important;padding-bottom:50px;}*{box-sizing:border-box;}body{margin-top:0px;margin-right:0px;margin-bottom:0px;margin-left:0px;}#rg203738{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:13.3333px;color:rgb(102, 102, 102);font-style:normal;font-variant-ligatures:normal;font-variant-caps:normal;font-weight:400;text-align:start;}#if68s{padding-top:15px;padding-right:15px;padding-left:15px;width:920px;}#im0sh{font-family:Arial, Helvetica;font-size:10pt;}#itdee{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#imhlq{color:rgb(20, 73, 113);font-family:Arial, Helvetica;font-size:11pt;font-weight:bold;}#ih6ne{color:rgb(20, 73, 113);font-family:Arial, Helvetica;font-size:11pt;font-weight:bold;}#idppa{color:rgb(102, 102, 102);background-color:rgb(225, 225, 225);border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-top-style:initial;border-right-style:initial;border-bottom-style:initial;border-left-style:initial;border-top-color:initial;border-right-color:initial;border-bottom-color:initial;border-left-color:initial;border-image-source:initial;border-image-slice:initial;border-image-width:initial;border-image-outset:initial;border-image-repeat:initial;height:1px;}#i9pr1{padding-top:15px;padding-right:15px;padding-left:15px;width:920px;}#iawrj{font-family:Arial, Helvetica;font-size:10pt;}#i7rcv{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i7dsp{background-color:rgb(148, 148, 148);}#iqlav{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iynju{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#imev8{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#isn06{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#imjak{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i9634{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ixby8{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iamlm{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iaiv4{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ilyik{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i12oe{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iqi2p{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ixajh{background-color:rgb(225, 225, 225);border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-top-style:initial;border-right-style:initial;border-bottom-style:initial;border-left-style:initial;border-top-color:initial;border-right-color:initial;border-bottom-color:initial;border-left-color:initial;border-image-source:initial;border-image-slice:initial;border-image-width:initial;border-image-outset:initial;border-image-repeat:initial;height:1px;}#iebge{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#idf1r{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ib7pe{background-color:rgb(148, 148, 148);}#i0jtq{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i776b{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#il62e{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ibnuc{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ipija{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i3905{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ibpg4{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i1jgi{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i752z{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iukl9{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ih4hf{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ivvs7{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ie1o8{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iycs3{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ipxn1{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i8oat{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ibome{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ij5bk{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#ia92c{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#iyc9c{font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;margin-top:5px;margin-bottom:5px;font-size:10pt;}#i3n6j{display:block;margin:auto;}

4. O Brasil e a pandemia


 Governo fecha 1° contrato para fabricar respirador em larga escala no país

 

O Ministério da Saúde assinou, nesta terça-feira (7), o primeiro acordo com um fabricante nacional de respiradores hospitalares desde que a pandemia de coronavírus atingiu o País.

Numa força conjunta, a Magnamed, responsável pelo projeto, utilizará a capacidade de produção em larga escala da Flextronics, montadora internacional que normalmente atende o mercado de telecomunicações e tecnologia, para entregar 6.500 aparelhos até agosto, com expectativa de duas 2.000 unidades no primeiro mês. O valor do contrato não foi revelado, mas calcula-se no mercado que o valor de cada respirador fique entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Ambas as empresas têm sede no estado de São Paulo.

Entre várias iniciativas em curso, a junção Magnamed-Flextronics foi até agora a que conseguiu reunir todas as especificidades necessárias para receber o aval federal. Em Santa Catarina, a produtora de geradores Weg, já tem linhas de montagem prontas para produzir um modelo alemão de respirador para o governo federal. A empresa afirma ter capacidade para produzir 50 respiradores por dia e aguarda decisão do governo para dar início à produção.

Dependência da China

Embora possam ser montados no Brasil, os aparelhos respiradores dependem de peças importadas. Pesquisadores das Universidades de São Paulo (USP) e do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolvem modelos baratos de respirador que visam justamente a driblar a necessidade de peças importadas. A previsão mais otimista é ter um modelo aprovado para fabricação em três semanas.

Bate-cabeça

Bancos e fundos de investimento acompanham projetos e aguardam a garantia dos contratos federais para entrar nas operações de financiamento de peças e contratações de pessoal para produção nacional de respiradores.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por exemplo, tem seu protótipo feito em parceria com Senai e iniciativa privada, e está disposta a abrir o projeto para quem quiser fabricar, mas precisa de homologação da Anvisa para o aparelho. Desde o início da crise, projetos inundam o Ministério da Saúde diariamente, mas a grande maioria esbarra em critérios técnicos — ou a empresa não tem capacidade de produção em larga escala, ou não obedece aos requisitos para a produção de material hospitalar.

Conserto de respiradores ociosos

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) organizou uma rede de oficinas em 19 estados para receber respiradores que precisam de conserto. Em cerca de duas semanas, recebeu 599 unidades e entregou 37 de volta à rede hospitalar. Hospitais podem entrar em contato com o Senai local para enviar equipamentos para o conserto. As Forças Armadas e a Polícia Militar têm ajudado com apoio logístico.

Com informações do UOL
Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social


 

 Entrevista com o presidente da Famurs

 

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), Eduardo Russomano Feire, prefeito de Palmeira das Missões, tem convivido diariamente com os dilemas e as aflições dos gestores municipais gaúchos. Diante da situação inédita de pandemia que estamos vivendo, prefeitos e parlamentares tentam driblar a escassez de recursos, o desconhecimento sobre a doença e sua verdadeira dimensão e buscam mecanismos institucionais e legais para minimizar os prejuízos que esta pandemia inevitavelmente está trazendo. Nesta conversa por telefone com a ACS, realizada na tarde do dia 23, Russomano fala sobre os principais problemas enfrentados pelos municípios e sobre as ações que estão sendo adotadas pelos gestores.

TCE: Quais as principais questões que estão afligindo os gestores?

Russomano: Um dos principais problemas que os municípios estão tendo é a falta de equipamentos de proteção para as equipes. Hoje, não se encontra fornecedor. Estamos pressionando o Estado, que assumiu o compromisso de adquirir equipamentos em grande quantidade e distribuir entre os municípios. Mas estamos fazendo um levantamento – não sabemos qual quantidade o Estado vai conseguir e qual o volume da demanda. Todo mundo quer usar máscara, todo mundo quer se proteger. Até as forças policiais nos pedem suporte nesta questão, porque os equipamentos não estão sendo fornecidos pelo Estado. Então, esse é um problema recorrente de praticamente todos os municípios.

TCE: Qual a orientação que a FAMURS está dando aos gestores?

Russomano: Estamos buscando auxílio no governo e estamos orientando que, quem conseguir comprar através de seus consórcios de saúde ou compra direta, que faça a compra, que não fique só aguardando o Estado, porque isso é essencial no combate à doença.

TCE: Como os municípios estão administrando os recursos humanos?

Russomano: Os prefeitos estão perguntando muito sobre contratações de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, pois vários municípios terão que contratar. Há municípios pequenos, com uma equipe mínima, às vezes de três enfermeiros e um médico que trabalham apenas três vezes por semana. Se um profissional se contamina, como vai atender? Não tem como... Estamos orientando que contratem, na medida do possível, e ampliem suas equipes, que façam contratações emergenciais. Não estamos orientando a fazer o processo de seleção porque não há tempo, não tem como fazer um processo seletivo nos moldes tradicionais. Estamos orientando que contratem, avaliem currículos, montem uma comissão avaliadora e que tentem passar isso pelas câmaras de vereadores, pela autorização dos legislativos.

TCE: Como a FAMURS está orientando os gestores que buscam o fechamento das entradas das cidades?

Russomano: Estamos orientando a não fazer. Alguns municípios do Litoral fizeram isso, mas nem em estado de calamidade isso seria possível. Quando começaram a fechar no Litoral, as outras regiões também começaram a querer fechar, municípios que fazem fronteira com outros países... Orientamos que não fizessem, de acordo com orientação do próprio Ministério Público do Estado.

TCE: Quais as ações imediatas estão sendo tomadas pelas prefeituras?

Russomano: Estamos solicitando que todos os municípios criem seus comitês técnicos para avaliar situação por situação. Estamos, também, orientando que as secretarias municipais de assistência social e da saúde façam levantamentos sobre as famílias vulneráveis, necessidade de cestas básicas e de ações que possam beneficiar essas comunidades. Aos municípios que são referência, orientamos que montem estruturas paralelas aos hospitais para aqueles pacientes que não têm sintomas graves, mas que precisam ficar isolados. Vários municípios que são referência estão fazendo esse levantamento. Estamos organizando, aqui em Palmeira das Missões, um hotel, para referenciar o atendimento a 10 municípios. Sei que Gramado, Bento Gonçalves, Carazinho, Passo Fundo também estão fazendo isso. Tudo está sendo orientado pelas secretarias de estado, para que esses municípios, que são referências, tenham essas estruturas, que podem ser montadas em colégios, ginásios, hotéis, prédios públicos ou privados. O governador considerou, por decreto a requisição desses bens privados para o enfrentamento à pandemia. Essas estruturas são para receber pacientes que não estão em estado grave, para isolar famílias carentes e os profissionais da área da saúde que não querem retornar para casa para não contaminar seus familiares.

TCE: De onde sairão os recursos para essas ações?

Russomano: Os prefeitos estão preocupados com isso porque, ao mesmo tempo em que há a urgência e a situação de calamidade, têm as contas. Nós estamos com um grupo de advogados orientando, também em contato constante com o Tribunal de Contas do Estado. Existe uma preocupação muito grande. Mas, entre o risco das pessoas e as contas dos municípios, na medida do possível, temos que tomar atitudes. Aqui em Palmeira das Missões, por exemplo, tem um recurso na área da saúde que está represado, e estão me demandando para a compra de respiradores, de EPI’s e eu não tenho dotação para utilizar esse recurso. Depois eu vou ter que prestar contas. Isso está acontecendo com vários municípios.

TCE: O que mais pode ser feito?

Russomano: Uma proposta que está havendo pressão grande é com relação aos pedágios para os caminhoneiros, com relação ao abastecimento. Os caminhoneiros ameaçam parar, estão pressionando várias entidades. Querem a suspensão do pagamento de pedágio, pois eles também estão enfrentando situação difícil, com vários restaurantes e hotéis de beira de estrada fechados. Eles estão sem estrutura e estão com medo. Se parar o abastecimento, será problema.

Outro ponto importante é com relação à contratação de médicos. Nós estamos fazendo um movimento, pela FAMURS, para que o governo federal libere a contratação de médicos, sem o REVALIDA. Médicos estrangeiros ou brasileiros formados no Exterior, mas que tenham trabalhado com o programa Mais Médicos e que hoje estão fora do mercado. Vários municípios estão com apenas um, dois ou três médicos... Municípios com até 25 mil habitantes terão grandes dificuldades. Então, estamos fazendo esse movimento junto com a Confederação Nacional de Municípios para que os municípios sejam autorizados a contratar. Vamos continuar pressionando o governo federal.

Também estamos pedindo o auxílio do Exército, para que sejam montados os hospitais de campanha, tanto nos municípios que são referência, como em municípios que são carentes de estrutura na saúde para receber pacientes. Estamos solicitando, também, a cedência de militares para auxiliar a Brigada Militar na questão do isolamento social, porque vários municípios estão com dificuldade, não têm contingente policial.

 

Letícia Vargas – Assessoria de Comunicação Social